segunda-feira, 6 de junho de 2011

O que esperar da Safra 2011 no hemisfério sul

Veja as perspectivas para a safra de 2011 no hemisfério sul, só faltou o Brasil, mas aí nos sabemos que 2011 foi muito boa no Rio Grande do Sul, com poucas chuvas e excelentes resultados pelas uvas tintas, boa para brancas e base espumante.
Espera-se muito desses vinhos no Brasil.

O que esperar da Safra 2011 no hemisfério sul | Bela Cepa

Preço e rótulo do vinho podem enganar sommeliers, dizem estudos

A noticia abaixo é um pouco perturbadora, porque se é verdade que somos influenciados pelos nomes e pela fama dos produtores e de seus vinhos, por outro lado não podemos esquecer que os vinhos realmente grandes, o são de verdade.
Explico melhor, as características organolepticas de um 1er Grand Cru Classé, ou de um Barolo de Angelo Gaja (ou outro grande da região que se prefira), não são facilmente confundidas com um Bordeaux AOC genérico, ou com um Nebbiolo simples, muito menos um vinho tinto qualquer.
O controle de qualidade quase maniacal no vinhedo, o cuidado na vinificação, a escolha das barricas selecionadas, geralmente encomendadas com aquelas características especificas, junto ao produtor, tanto que é comum, enquanto se conversa com os produtores em suas cantinas em Langhe, receber a visita dos representantes dos produtores de barricas francesas, oferecendo seus produtos, sempre feitos a partir das exigências do enólogo, sob medida para aquele vinho, sim senhor, que nem alfaiate que talha as roupas encima do cliente.
Bom, sabendo disso, se a gente faz uma degustação as cegas, para não ser influenciado por nenhum fator além das qualidades do vinho, e o resultado for igual ao que diz o estudo, senhores mil desculpas mas é bom começar a pensar se estamos no ramo de atividade certo.
Repito, não se trata de diferenciar um Barolo de um Barbaresco, tarefa muito difícil, mas um grande vinho de um vinho produzido seguindo as exigências mínimas para ostentar uma DOC genérica, e isso uma pessoa que se considere profissional precisa saber fazer, nem que seja de forma aproximada, do contrario é preferível que estude mais a matéria, ou então deguste com mais atenção.


Folha.com - Comida - Preço e rótulo do vinho podem enganar sommeliers, dizem estudos - 27/05/2011

A lista das 50 pessoas mais influentes no mundo do vinho : Vivendo a Vida

Veja a lista dos mais influentes, quem sabe um dia chegamos lá.

A lista das 50 pessoas mais influentes no mundo do vinho : Vivendo a Vida

domingo, 5 de junho de 2011

Vinho e Saúde

Veja no link abaixo o porque do vinho ser presença indispensável na mesa de quem gosta de cuidar da saúde.
Não apenas o vinho tinto faz bem para o coração, mas ajuda de forma eficaz o nosso organismo a combater uma série de outros problemas, daí o vinho ser o mais importante complemento alimentar em nossa mesa, todo os dias, de forma moderada.

Vinho e Saúde - 1º Artigo

O Paladar e o Crítico

Recomendo vivamente o post do link abaixo, alias, o conteúdo em geral do blog do Ulf Karlholm é espetacular, para quem gosta de analisar o vinho de forma técnica, de profissional.
Nesse post o tema abordado diz respeito as características e gostos individuais que influem na harmonização vinho comida, segundo o trabalho de Tim Hanni, Master of Wine americano, que vai além das regras clássica de harmonização, vale a pena ler o post completo.

Bio vinho: O paladar e o crítico

NOÇÕES BÁSICAS DE VINHO - Degustação, a Análise Visual.




A DEGUSTAÇÃO


Degustar um vinho não é nada mais do que analisar, de forma atenta, o que se sorve, de modo a interpretar as sensações que este vinho provoca nos órgãos dos sentidos. A degustação tem como objetivo revelar as características (qualidades e defeitos) de um dado vinho, possibilitando ao degustador fazer uma análise comparativa entre vários vinhos.
O vinho deve ser analisado em três fases: visual, olfativa e gustativa.

O EXAME VISUAL




A análise visual é a primeira das três fases da degustação de um vinho. É tão importante ao ponto que dela pode depender a decisão de efetivamente se proceder à degustação ou não de um vinho. A rigor um vinho turvo, com sedimentos em suspensão e uma cor pouco viva indica defeitos e até doenças. Os olhos nos podem transmitir informações precisas sobre o estado de saúde, de conservação, a estrutura e a tipologia de um vinho. Quatro aspectos precisam ser levados em consideração no exame visual: a limpidez, a cor, a viscosidade e a efervescência, no caso dos frisantes e espumantes.
O exame visual é o primeiro da série, e nele vamos avaliar os seguintes critérios:

LIMPIDEZ E TRANSPARÊNCIA. Considera-se um vinho límpido quando não apresenta partículas em suspensão que o turvem. Para tanto, deve-se levar a taça à altura dos olhos e observá-la contra uma fonte luminosa.
Deve-se ter o cuidado de não confundir o vinho turvo com o vinho com depósito (geralmente o vinho mais velho), que não tenha sido submetido ao processo de filtragem. Para tanto, deve-se colocar a garrafa de pé, em lugar fresco, por algumas horas, de tal forma que os sedimentos não filtrados se depositem no fundo da garrafa. Procede-se então à decantação do vinho, quando será apreciado e julgado de forma correta. Já a turbidez é um defeito e denota falta de sanidade do produto.
Para se julgar a transparência, a taça deve ser inclinada diante de uma superfície  branca. Ele será julgado transparente se algum objeto ou escrita colocado contra esse fundo puder ser percebido com nitidez.

INTENSIDADE. A intensidade da cor é decorrente da presença de matéria corante encontrada na película da uva. A polpa da uva, em alguns casos, também contribui para realçar a intensidade, que deve ser considerada uma qualidade do vinho. Cada casta de uva tem o seu padrão de intensidade de cor, e o vinho em questão deve ser apreciado segundo esse critério. De modo geral, reflexos dourados em vinhos brancos e atijolados em tintos devem ser entendidos com sinais de oxidação.

NUANCE. Nesse ponto, coloca-se em questão o grau de envelhecimento do vinho. Nos vinhos tintos, quando observados com a taça inclinada sobre o fundo branco, a cor nitidamente púrpura denota um vinho novo, juvenil. Já a nuance alaranjada ou castanha nas bordas do vinho indicam envelhecimento.
Ao contrário dos brancos os tintos clareiam com o tempo. Quanto mais marrom e pálido for a margem, incline-se o copo na direção oposta a você, mais maduro é o vinho.

- Regiões quentes produzem vinhos mais escuros e vinhos embarricados em carvalho perdem mais cor do que os envelhecidos em garrafas.

- Um vinho jovem terá mais brilho do que um vinho com mais idade. Procure analisar o vinho sob luz natural as luzes artificiais afetam a sua cor.

Nos brancos, a cores mais pálidas e vivazes apontam para vinhos marcados pelo frescor, juventude, feitos a partir de uvas colhidas pouco antes de sua maturação plena. A cor dourada está associada aos vinhos feitos com uvas de colheita mais tardia, além dos vinhos licorosos ou doces.


LÁGRIMAS. Para que julguemos as lágrimas de um vinho devemos imprimir movimentos circulares à taça, de modo a que haja uma aderência do líquido nas paredes da mesma. O vinho, então, escorrerá em forma de lágrimas pelas paredes da taça. Quanto mais "preguiçosas" forem as lágrimas, maior o teor alcoólico e o corpo do vinho. O contrário, a maior fluidez, indicará um vinho mais leve e magro. O fenômeno se explica pela maior tensão superficial do álcool em relação à água. Os portugueses chamam as lágrimas de pernas.



EFERVESCÊNCIA. Provocada pelo anidro carbônico dissolvido no vinho, é um dos atributos mais importantes na avaliação do Champagne e outros espumantes. A quantidade das bolinhas (pérlage), seu tamanho e sua persistência devem ser apreciados. Quanto mais numerosas, menores e mais persistentes as bolinhas, melhor o espumante. Alguns vinhos brancos tranqüilos (não espumantes) podem apresentar uma certa efervescência. No caso, não se trata de defeito, mas uma indicação de que havia ainda algum açúcar no vinho quando foi engarrafado, tendo havido fermentação na garrafa quando de seu contato com leveduras.

EXAME VISUAL 
Cor
vinho
Variação
descrição
Branco
Incolor
Com pouca ou nenhuma cor, similar à água.

Verdoso
Amarelo-claro com reflexos verdes.

Palha
Amarelo-claro com reflexos palha.

Amarelo
Amarelo definido, sem reflexos.

Amarelo-ouro
Amarelo mais intenso.

Âmbar
Amarelo-escuro, similar ao âmbar.

Pardo
Amarelo-escuro, com reflexos marrons.
Rosado
Claro
Incolor, com reflexos rosa ou violeta.

Rosa-claro
Similar à flor em tonalidade mais clara.

Laranja
Similar à fruta, mais intenso que o anterior.
Tinto
Púrpura
Característica de vinho jovem.

Violáceo
Vermelho tendente ao violeta.

Retinto
Púrpura ou violáceo mais escuro.

Rubi
Semelhante à pedra.

Romã
Similar à fruta. Mais amadurecido.

Alaranjado
Muito amadurecido.

TRANSPARÊNCIA

Tipo
descrição
Brilhante
Ótima transparência, com a superfície refletindo muita luz.
Límpido
Boa transparência, com a superfície refletindo pouca luz.
Velado
Transparência regular, sem brilho na superfície.
Opaco
Leve turbidez.
Turvo
Grande turbidez.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

quinta-feira, 2 de junho de 2011

DEGUSTAÇÃO CASA VALDUGA na SBAV - SP

Vejam no link relato da degustação dos vinhos da Casa Valduga, ocorrida em São Paulo em reunião da SBAV.
A Casa Valduga é considerada, justamente a meu ver, uma vinícola premium para todos os efeitos.

Acredito que temos a obrigação de reconhecer o esforço feito pela vinicola na constante busca pelo melhoramento, não somente do produto em si, mas tambem na comunicação através de um marketing moderno e eficiente, uma apresentação de produto pautada na qualidade e extremamente caprichada, a presença nas principais cidades brasileiras, em pontos de venda selecionados, isso dá à Casa Valduga o destaque que merece dentro dos produtores brasileiros.

Em minha opinião entre os vinhos da Casa Valduga, talvez não possamos identificar grandes campeões internacionais, com exceção talvez do Storia e do Espumante Maria V. embora sejam produtos caros, cujo preço os coloca para competir em uma faixa onde a briga está acirrada.

O que impressiona favoravelmente é a regularidade na qualidade de seus vinhos, os quais, em suas respectivas faixas de mercado, se destacam como propostas adequadas, muito bem feitos e que não costumam decepcionar o apreciador.

DEGUSTAÇÃO CASA VALDUGA « Mesa Completa

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Grupo Casino não gostou do Abilio Diniz conversar com Carrefour

O Grupo francês Casino, sócio da rede de supermercado Pão de Açúcar, não gostou nada de Abílio Diniz, o sócio brasileiro na holding supermercadista, andar de conversa com o Carrefour, rival histórico no setor varejista europeu, veja o post na integra através do link.

Blog do Jeriel

CUSPIR OU NÃO CUSPIR?

Quando acontecem eventos onde se degustam quantidades "industriais" de vinho, sempre surge uma dúvida com relação ao momento da degustação, devemos cuspir o vinho ou não?
Na verdade em todos os estandes, em todas as mesas, o objeto que fica em segundo plano, logo após as garrafas e as taças é o horrível balde para cuspir o vinho, feio de se ver, nojento de se usar, e de ver os outros usando, sem contar que lá pelo fim do dia fica cheio do que todo mundo tem cuspido ali.

Mas a dúvida a ser esclarecida é: devemos o não cuspir o vinho depois de degustar? Aqui é que a coisa fica complicada; deixando de lado minha opinião pessoal, que tomo a liberdade de comunicar apenas no fim do post, existem duas distintas correntes de pensamento para auxiliar-nos nessa hora fatídica.
De um lado a comunidade dos "não cuspidores", contam com um reforço de peso, o sommelier italiano campeão do mundo, Luca Gardini, que NUNCA foi visto cuspir numa degustação, diz "O vinho não é um antisséptico bucal, para avaliá-lo corretamente precisa engolir, para apreciar as sensações retro-olfativas, (aroma de boca) um pequeno gole vamos ter que beber sim" (sacrifício?).

Por outro lado muitos outros degustadores experientes, embora não defendam o uso sistemático da cuspideira (que horror), chegam a admití-lo sobretudo quando a seqüencia de vinhos a serem degustados são muitos, mais de 50.

Para dar um depoimento de cunho acadêmico quero citar aqui o livro que eu considero a (ou uma das) Bíblia do degustador, a obra "O GOSTO DO VINHO", de Emile Peynaud e Jaques Blouin , que reza assim..."Geralmentye o degustador, ao longo dos exercícios profissionais, cospe o mais completamente possível o trago de vinho. Não é que a degustação seja melhor quando o vinho é expelido, ao contrário, aliás. Mas, evidentemente, seria impossível para o provador beber sem prejuízo, alguns tragos dos dez ou trinta vinhos que freqüentemente ele degusta numa mesma sessão. O apreciador, quando prova um número restrito de amostras, não tem a mesma obrigação de prudência, é claro. É normal que ele engula ao saborear, pelo menos os vinhos de que gosta".

Para concluir cito o pensamento de outro importante sommelier italiano, Alessandro Scorzone, sommelier e maestro de cerimônia de Palazzo Chigi (sede do governo italiano, em Roma), "um bom degustador não deveria nunca cuspir, profissionalmente buscamos a elegância no serviço e depois vamos a cuspir de forma deselegante?? (ou alguém conhece formas elegantes de fazer isso?), basta um pequeno gole, não vai afetar e, se alguém que escolheu essa profissão não consegue aguentar uns poucos goles de vinho bem...é melhor que mude de emprego".


Agora, como prometido, vou dar a minha opinião sobre o assunto, para mim existe apenas um motivo pelo qual cuspir um vinho, quando ele não é bom.