Degustação desse importante vinho argentino feito pela Viña Montes, já conheço o Reserva Malbec da Kaiken, interessante embora a madeira se sobressaia um pouco, no estilo tipicamente "novo mundo", o Ultra certamente deve ser mais equilibrado.
domingo, 15 de maio de 2011
Vinhos e Mais Vinhos: Direto da Taça: Kaiken Ultra Malbec 2005, de coração chileno e alma argentina!
O Sommelier e o Juiz Qualificador de vinho
Existem importantes diferenças entre a avaliação do vinho feita por um Sommelier e aquela feita por um Juiz para Qualificação de vinho.
Partimos do ponto que nem todo sommelier precisa ser juiz, mas todo juiz precisa, pelo menos do ponto de vista da formação profissional, ser sommelier, tanto que o curso de juiz só pode ser freqüentado por quem já se formou sommelier, requisito básico exigido pelo menos nas instituições sérias como a FISAR (Federazione Italiana Sommelier Albergatori e Ristoratori).
O tipo de analise sensorial é a mesma, são utilizadas as mesmas técnicas, segue-se o mesmo procedimento; primeiro a analise visual, em seguida a olfativa e, para concluir, o exame gustativo e gosto-olfativo (também conhecido como aroma de boca).
A diferença consiste nos parâmetros utlizados, diametralmente opostos para os dois profissionais: o sommelier busca enaltecer as qualidades do vinho, propondo harmonização com a comida, tentando remediar as eventuais imperfeições com uma correta apresentação, um primoroso serviço, o cuidado com a temperatura e outras técnicas similares.
Em contraposição a isso o juiz não leva em conta a harmonização, mesmo dominando a questão, não considera a embalagem do vinho, o produtor nem muito menos o preço, pois essas informações não são disponibilizadas para ele.
Todos os vinhos que esse profissional analisa nos concursos são servidos rigorosamente às cegas, tanto que se trate de uma avaliação com "Juizo Absoluto", quando apenas se conhece a tipologia (varietal), a safra e o método de vinificação; ou uma avaliação com "Juizo Relativo", tipo de concurso onde entram apenas os vinhos de determinada região e safra, como, por exemplo, a Avaliação de Vinho do Brasil, que acontece anualmente, onde os vinhos, todos da última safra, são classificados por categoria (Merlot, Cabernet Sauvignon, Chardonnay etc.).
Qual é então o parâmetro do juiz para degustar e avaliar o vinho? Tudo se baseia na Tipicidade, ou seja as características especificas do varietal, ou do blend no caso de corte Bordalés, por exemplo, ou de Champagne.
O juiz competente deve ter profundo conhecimento da tipicidade de cada varietal (por ser tarefa árdua não é raro, alias é aconselhável, o juiz especializar-se em algumas cepas de preferência e dedicar-se ao estudo delas de modo aprofundado), então, no isolamento da estação de degustação, em silencio absoluto, no tempo máximo de três minutos, deverá buscar naquela taça de vinho todo os parâmetros de referencia do varietal, evidenciando as eventuais imperfeições e defeitos e atribuir uma pontuação numa escala que varia de 0 a 6 ou 8, para cada um dos tópicos analisados, na ficha de qualificação, num total de 100 pontos (quase impossíveis de serem atingidos.).
Eis então a grande diferença entre a avaliação do sommelier, sempre voltada a enaltecer as qualidades do vinho, contornando as imperfeições com as técnicas de serviço e o juiz, que trabalha buscando o defeito, a imperfeição o desvio da tipicidade que faz perder pontos ao vinho, não é a toa que no excelente curso de juiz para qualificação de vinho, ministrado pelo Bi-campeão mundial Roberto Rabacchino, da FISAR - PIEMONTE, o aluno degusta mais de quarenta vinhos de países e tipos diferentes, para reconhecer o padrão do varietal e pontuar na ficha o resultado de suas avaliações.
É obvio que não se pode definir um profissional bom e competente, assim que consegue a formatura, isso vale por todas as profissões, um bom advogado só se torna tal após anos de pratica profissional, o bom cirurgião precisa de anos de experiência antes de ser reconhecido, para um juiz de vinho não poderia ser diferente, somente com empenho e seriedade poderá um dia ver a própria competência reconhecida, mas tudo precisa de um bom começo, buscando formação de qualidade.
Somente assim consegue-se perceber o quanto é difícil encontrar vinhos de 90 pontos, e quanto esses vinhos precisam ser realmente especiais para conseguir esse reconhecimento que pode influir de maneira substancial no desempenho comercial do produtor.
P.S. Dedicado a todos os amigos que me guiaram e aos que estiveram comigo nessa jornada.
Partimos do ponto que nem todo sommelier precisa ser juiz, mas todo juiz precisa, pelo menos do ponto de vista da formação profissional, ser sommelier, tanto que o curso de juiz só pode ser freqüentado por quem já se formou sommelier, requisito básico exigido pelo menos nas instituições sérias como a FISAR (Federazione Italiana Sommelier Albergatori e Ristoratori).
O tipo de analise sensorial é a mesma, são utilizadas as mesmas técnicas, segue-se o mesmo procedimento; primeiro a analise visual, em seguida a olfativa e, para concluir, o exame gustativo e gosto-olfativo (também conhecido como aroma de boca).
A diferença consiste nos parâmetros utlizados, diametralmente opostos para os dois profissionais: o sommelier busca enaltecer as qualidades do vinho, propondo harmonização com a comida, tentando remediar as eventuais imperfeições com uma correta apresentação, um primoroso serviço, o cuidado com a temperatura e outras técnicas similares.
Em contraposição a isso o juiz não leva em conta a harmonização, mesmo dominando a questão, não considera a embalagem do vinho, o produtor nem muito menos o preço, pois essas informações não são disponibilizadas para ele.
Todos os vinhos que esse profissional analisa nos concursos são servidos rigorosamente às cegas, tanto que se trate de uma avaliação com "Juizo Absoluto", quando apenas se conhece a tipologia (varietal), a safra e o método de vinificação; ou uma avaliação com "Juizo Relativo", tipo de concurso onde entram apenas os vinhos de determinada região e safra, como, por exemplo, a Avaliação de Vinho do Brasil, que acontece anualmente, onde os vinhos, todos da última safra, são classificados por categoria (Merlot, Cabernet Sauvignon, Chardonnay etc.).
Qual é então o parâmetro do juiz para degustar e avaliar o vinho? Tudo se baseia na Tipicidade, ou seja as características especificas do varietal, ou do blend no caso de corte Bordalés, por exemplo, ou de Champagne.
O juiz competente deve ter profundo conhecimento da tipicidade de cada varietal (por ser tarefa árdua não é raro, alias é aconselhável, o juiz especializar-se em algumas cepas de preferência e dedicar-se ao estudo delas de modo aprofundado), então, no isolamento da estação de degustação, em silencio absoluto, no tempo máximo de três minutos, deverá buscar naquela taça de vinho todo os parâmetros de referencia do varietal, evidenciando as eventuais imperfeições e defeitos e atribuir uma pontuação numa escala que varia de 0 a 6 ou 8, para cada um dos tópicos analisados, na ficha de qualificação, num total de 100 pontos (quase impossíveis de serem atingidos.).
Ficha de Qualificação de vinho oficial O.I.V. - Vinhos Tranqüilos.
Ficha de Qualificação de vinho oficial O.I.V. - Vinhos Espumantes e Frizantes.
Eis então a grande diferença entre a avaliação do sommelier, sempre voltada a enaltecer as qualidades do vinho, contornando as imperfeições com as técnicas de serviço e o juiz, que trabalha buscando o defeito, a imperfeição o desvio da tipicidade que faz perder pontos ao vinho, não é a toa que no excelente curso de juiz para qualificação de vinho, ministrado pelo Bi-campeão mundial Roberto Rabacchino, da FISAR - PIEMONTE, o aluno degusta mais de quarenta vinhos de países e tipos diferentes, para reconhecer o padrão do varietal e pontuar na ficha o resultado de suas avaliações.
É obvio que não se pode definir um profissional bom e competente, assim que consegue a formatura, isso vale por todas as profissões, um bom advogado só se torna tal após anos de pratica profissional, o bom cirurgião precisa de anos de experiência antes de ser reconhecido, para um juiz de vinho não poderia ser diferente, somente com empenho e seriedade poderá um dia ver a própria competência reconhecida, mas tudo precisa de um bom começo, buscando formação de qualidade.
Somente assim consegue-se perceber o quanto é difícil encontrar vinhos de 90 pontos, e quanto esses vinhos precisam ser realmente especiais para conseguir esse reconhecimento que pode influir de maneira substancial no desempenho comercial do produtor.
P.S. Dedicado a todos os amigos que me guiaram e aos que estiveram comigo nessa jornada.
terça-feira, 10 de maio de 2011
LA SPINETTA ADQUIRE FAMOSO ESPUMANTE ITALIANO
E' noticia recente, a aquisição por parte de LA SPINETTA de GIORGIO RIVETTI (o senhor da foto ao lado comigo), da famosa e tradicional vinícola especializada em espumante CONTRATTO, da cidade de Canelli, perto de Asti, no Piemonte.
A Contratto Spumanti tem uma longa história de grandes vinhos, possui caves extensas e uma produção de elevada qualidade e quantidades importantes, nos últimos dezoito anos, a frente da empresa esteve o conhecido produtor de Grappa CARLO MICCA BOCCHINO, o qual, por sua vez, a tinha adquirido da família do antigo fundador.
Para se ter uma idéia a Contratto Spumanti foi fundada em 1867, e ocupa, desde então, um antigo palacete no centro da cidade de Canelli, famoso centro enológico para a produção de espumante Asti, porem, não somente pelo Asti Contratto ficou famoso, já que conta em seu portfólio também importantes Champenoise, todos maturados nas antigas caves subterrâneas da propriedade.
Vale lembrar que La Spinetta e' um dos mais importantes e reconhecidos produtores do Piemonte, segundo apenas a ÂNGELO GAJA em termos de premiações conquistadas com seus vinhos; a aquisição da Contratto representa um importante passo para essa vinícola de condução familiar, famosa por seus Barolos, Barbarescos e Super-Piemonteses.
Os vinhos de La Spinetta sao importados no Brasil pela VINCI de Sao Paulo, resta saber quando os novos espumantes estarão disponíveis para ser adquiridos pelos consumidores brasileiros.
A Contratto Spumanti tem uma longa história de grandes vinhos, possui caves extensas e uma produção de elevada qualidade e quantidades importantes, nos últimos dezoito anos, a frente da empresa esteve o conhecido produtor de Grappa CARLO MICCA BOCCHINO, o qual, por sua vez, a tinha adquirido da família do antigo fundador.
Para se ter uma idéia a Contratto Spumanti foi fundada em 1867, e ocupa, desde então, um antigo palacete no centro da cidade de Canelli, famoso centro enológico para a produção de espumante Asti, porem, não somente pelo Asti Contratto ficou famoso, já que conta em seu portfólio também importantes Champenoise, todos maturados nas antigas caves subterrâneas da propriedade.
Vale lembrar que La Spinetta e' um dos mais importantes e reconhecidos produtores do Piemonte, segundo apenas a ÂNGELO GAJA em termos de premiações conquistadas com seus vinhos; a aquisição da Contratto representa um importante passo para essa vinícola de condução familiar, famosa por seus Barolos, Barbarescos e Super-Piemonteses.
Os vinhos de La Spinetta sao importados no Brasil pela VINCI de Sao Paulo, resta saber quando os novos espumantes estarão disponíveis para ser adquiridos pelos consumidores brasileiros.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
NOÇÕES BÁSICAS DE VINHO: Espumante e Champagne
ESPUMANTE OU CHAMPAGNE.
Vinhedos em Champagne
"CHAMPAGNE" é o nome da região da França onde é produzido o vinho espumante mais famoso do mundo. Somente o vinho procedente de uma área bem delimitada na região de Champagne pode levar o mesmo nome, todos os outros, produzidos em qualquer lugar do planeta, deverão contentar-se da denominação mais genérica de “ESPUMANTE”.
Os vinhedos cuja produção é destinada ao Champagne, são enquadrados em uma rigorosa classificação que vai da Primeira à Quinta categoria, logo quanto maior a porcentagem de uva de “primeira classe” entrar na composição da “cuvée” melhor e mais caro será o champagne.
O champagne é produzido a partir de três cepas já conhecidas nossas, duas tintas: Pinot Noir e Pinot Meunier, e uma branca: Chardonnay; a participação de cada uma delas no vinho final é segredo de cada casa produtora que determina, através da seleção das uvas, aquele que será o caráter final do champagne.
VINIFICAÇÃO: as uvas colhidas são levadas nas prensas onde será extraído o mosto, em seguida o mosto irá para a fermentação, daí se prossegue com a vinificação, até obter o Vinho Base Espumante; geralmente com bastante acidez e teor alcoólico não muito elevado. Segue-se um outro período de repouso que visa eliminar as impurezas e os sedimentos ainda presentes no vinho, até chegarmos à fase principal da preparação; a formação das “cuvées”, segredo guardado a sete chaves pôr cada casa produtora.
A operação consiste em experimentar todos os vinhos base espumante dos vários vinhedos, para saber quais e em que proporção deverão ser incluído na composição das várias cuvées que representam o orgulho de cada casa produtora, além de sua exclusividade e originalidade; por isso cada tipo de champagne é diferente de outro.
ENGARRAFAMENTO: nesse momento a cuvée está formada, o vinho base é pronto mas, antes de engarrafar, em uma cuba geralmente de aço inóx, será adicionada a quantidade certa de “LIQUER DE TIRAGE” (açúcar e/ou leveduras diluídas em champagne branco) que provocará a Segunda Fermentação. Imediatamente depois disso o vinho base, contendo as leveduras, é posto em garrafa, e dentro dela, por longos meses (para o Champagne devem ser no mínimo 36), em caves subterrâneas e a temperarura controlada, acontecerá a SEGUNDA FERMENTAÇÃO EM GARRAFA.
As garrafas, nessa fase, são fechadas com rolhas metálicas, o Champagne ainda será submetido a outros tratamentos: o “remuage” e o “degorgement”.
REMUAGE: Serve a eliminar os sedimentos provocados pela segunda fermentação, trata-se de dar uma rotação de um oitavo de giro na garrafa de modo que os sedimentos escorreguem em direção a tampa, esta operação é feita no fim do processo da segunda fermentação, quando as garrafas são colocadas em estruturas de madeiras, espécie de cavaletes, denominados PUPITRES, o “remuer” inclina levemente a garrafa em posição mais vertical; esta operação é feita semanalmente, após algumas vezes a garrafas fica com a tampa para baixo e o fundo no alto, assim o sedimento se concentra na tampa, chegou a hora do “degorgement”.
acima pupitres - Casa Valduga - Vale dos Vinhedos
Acima: Remuage em uma cave de Champagne
garrafa com sedimentos antes do degorgement - Champagne Christian Jonot & Fils
DEGORGEMENT: Esta operação consiste em mergulhar o pescoço da garrafa em uma solução química refrigerante, que baixa a temperatura na região da tampa em torno de 22o C negativos, formando um verdadeiro bloco de gelo que envolve a tampa e o sedimento, em seguida o “degorgeur” , com estrema habilidade, arranca a tampa, a pressão interna expulsa os sedimentos congelados e o vinho fica limpo.
Antes de proceder ao fechamento definitivo da garrafa, com a caraterística tampa aramada, será adicionado o “LIQUER DE EXPEDITION”, uma solução de champagne com uma parte variável de açúcar, que no tipo Brut é muito pequena, aumentando gradualmente no Demi-Sec e mais ainda no tipo Doux (doce).
Com relação ao tempo de envelhecimento, ao intervalo entre uma e outra das operações descritas acima cada casa produtora tem um comportamento diferente, em que pesa a imagem da casa, o preço final e a qualidade do produto.
MILLESIMÉ: este é um tipo de champagne especial de qualidade superior, pois é o único tipo que declara a safra de colheita; geralmente o champagne é produto de vinhos de varias safras e vinhedos diferentes (mas sempre de rigorosa procedência AOC), eles são habilmente reunidos na cuvée; no caso do millesimé, no entanto, é utilizado somente vinho de uma única safra de qualidade excepcional; condição que não necessariamente apresenta-se todo ano.
Alguns exemplos: Dom Perignon (casa Moet Chandon), Cristal (casa Louis Roederer), La Grande Dame (casa Veuve Clicquot).
CHAMPAGNE ROSÉ: esse tipo de champagne, geralmente um Brut, é dos mais modernos, surgiu pôr volta de 1850, é, via de regra um dos mais caros e também dos mais encantadores. A cor rosada é obtida, na maior parte das vezes, pela adição de um pouco de vinho-base tinto ao blend (mistura) que compõe os champagne.
Esse processo é praticamente um privilégio dessa região, já que quase todos os demais vinhos rosé são obtidos durante a vinificação.
CHARMAT.
Este método de espumantização é bem mais simples que o tradicional, no CHARMAT, ou MÉTODO MARTINOTTI, do nome do italiano que o inventou, a Segunda fermentação é feita em AUTOCLAVE, mediante a adição de leveduras selecionadas, muitos vinhos espumantes são obtidos com esse método, a saber: PROSECCO, na Itália, VIN MOSSEUX, na França e vários espumantes do Novo Mundo.
MOSCATEL, MOSCATO D’ASTI, ASTI.
Esse tipo de espumante é originário da cidade italiana de ASTI, e como tal só pode levar esse nome o espumante que sai de lá.
O seu processo de elaboração, se vale de uma única fermentação do mosto para a obtenção de álcool e “PRESA DE ESPUMA”.
Ao contrário de outros espumantes, quase sempre espumantizados através de uma segunda fermentação, seja em tanques (charmat) ou em garrafa (champenoise), esse vinho passa por um só processo de fermentação. Esse processo é obtido mediante a alteração da temperatura, que após ter sido baixada até próximo do congelamento, será, em um segundo tempo liberada para permitir a fermentação até determinado ponto (decidido pelo produtor) depois do qual o vinho é novamente resfriado e, em seguida, engarrafado.
Esse espumante caracteriza-se pôr baixa graduação alcóolica (7º a 10º GL) e pela preservação dos açúcares residuais da fruta, o que o diferencia dos demais.
É um espumante doce, devido a interrupção precoce da fermentação, o objetivo é capturar a essência da uva Moscatel na garrafa.
OS VINHOS DO DESERTO
Na EXPOVINIS tive a oportunidade de visitar um estande que reunia vários produtores argentinos de regiões menos badaladas, mas não menos interessantes, que Mendoza.
Entre os vários, e muito bons, vinhos que provei me chamaram a atenção os produzidos pela BODEGA DEL DESIERTO, apresentados pela simpática, e bonita, Gabriela Millan.
A Bodega del Desierto é uma moderna vinícola com 140 Hectares de vinhedos próprios, localizada numa região onde não chove mais que 220 mm./ano, a nova fronteira vinícola da Argentina, LA PAMPA, logo acima da PATAGÔNIA; a vinícola conta com a consultoria do enólogo americano Paul Hobbs.
O primeiro vinho degustado foi um Malbec 2007, da linha 25/5 (de 25 de Mayo, localidade onde surgem os vinhedos da Bodega), de cor escura e reflexos púrpura, o nariz bem equilibrado com notas características do varietal, fruta madura que se sobressai e um aporte discreto da madeira integrada ao conjunto de forma excelente, os aromas terciários mostram bom potencial de guarda.
Na boca o Malbec 25/5 é suculento com a fruta madura que seduz o palato, o vinho é muito macio, mas não apresenta aquele final de boca doce de geleia que, em minha opinião, é responsável pela banalização de muitos Malbec argentinos, mesmo mais badalados, o teor alcoólico é elevado, acima de 14%, mas em momento algum o vinho ficou "quente".
70% do vinho passa onze meses em barrica (50% carvalho americano, 50% carvalho francês).
O segundo vinho apresentado foi o DESIERTO PAMPA MALBEC 2006, o vinho de ponta da vinícola, após um estagio de 20 meses em barrica (70% francesa, 30% americana), é lançado ao comércio, trata-se de um vinho de muita raça, com excelente potencial de guarda, o teor alcoólico é muito elevado, 14,8%, coisa de clima quente, porém o conjunto tem um equilibro impressionante, as frutas pretas no nariz são muito maduras e os aromas terciários, de chocolate, couro e tabaco "saltam" para fora do copo, na boca é longo e persistente, novamente sem o final adocicado, pelo contrário, apareceu uma tanicidade que bem se acompanha com uma carne na parrilla.
Este vinho recebeu 90 pontos da Wine Spectator e arrematou a Medalha de Prata no concurso Argentina Wine Awards de 2009.
Fiquei satisfeito de ter degustado vinhos de regiões diferentes e fora das rotas convencionais, fiquei mais satisfeito ainda de ter conhecido pessoas engajadas na missão de fazer vinhos com personalidade própria, aprimorando e buscando a vocação de terroir diferentes e inusitados
Entre os vários, e muito bons, vinhos que provei me chamaram a atenção os produzidos pela BODEGA DEL DESIERTO, apresentados pela simpática, e bonita, Gabriela Millan.
A Bodega del Desierto é uma moderna vinícola com 140 Hectares de vinhedos próprios, localizada numa região onde não chove mais que 220 mm./ano, a nova fronteira vinícola da Argentina, LA PAMPA, logo acima da PATAGÔNIA; a vinícola conta com a consultoria do enólogo americano Paul Hobbs.
O primeiro vinho degustado foi um Malbec 2007, da linha 25/5 (de 25 de Mayo, localidade onde surgem os vinhedos da Bodega), de cor escura e reflexos púrpura, o nariz bem equilibrado com notas características do varietal, fruta madura que se sobressai e um aporte discreto da madeira integrada ao conjunto de forma excelente, os aromas terciários mostram bom potencial de guarda.
Na boca o Malbec 25/5 é suculento com a fruta madura que seduz o palato, o vinho é muito macio, mas não apresenta aquele final de boca doce de geleia que, em minha opinião, é responsável pela banalização de muitos Malbec argentinos, mesmo mais badalados, o teor alcoólico é elevado, acima de 14%, mas em momento algum o vinho ficou "quente".
70% do vinho passa onze meses em barrica (50% carvalho americano, 50% carvalho francês).
O segundo vinho apresentado foi o DESIERTO PAMPA MALBEC 2006, o vinho de ponta da vinícola, após um estagio de 20 meses em barrica (70% francesa, 30% americana), é lançado ao comércio, trata-se de um vinho de muita raça, com excelente potencial de guarda, o teor alcoólico é muito elevado, 14,8%, coisa de clima quente, porém o conjunto tem um equilibro impressionante, as frutas pretas no nariz são muito maduras e os aromas terciários, de chocolate, couro e tabaco "saltam" para fora do copo, na boca é longo e persistente, novamente sem o final adocicado, pelo contrário, apareceu uma tanicidade que bem se acompanha com uma carne na parrilla.
Este vinho recebeu 90 pontos da Wine Spectator e arrematou a Medalha de Prata no concurso Argentina Wine Awards de 2009.
Fiquei satisfeito de ter degustado vinhos de regiões diferentes e fora das rotas convencionais, fiquei mais satisfeito ainda de ter conhecido pessoas engajadas na missão de fazer vinhos com personalidade própria, aprimorando e buscando a vocação de terroir diferentes e inusitados
quinta-feira, 5 de maio de 2011
DEGUSTAÇÃO EM...DOMICÍLIO (bárbaro)
Vejam só que idéia interessante, em breve vou copiar e desenvolver isso em Fortaleza, juro, do jeito que as coisas andam na mídia por aqui....só mesmo inventando.
http://mondovinho.blogspot.com/2011/05/um-novo-jeito-de-degustar.html#comment-form
http://mondovinho.blogspot.com/2011/05/um-novo-jeito-de-degustar.html#comment-form
Histórias e Vinhos: Robert Parker divulga as notas da safra de 2010 de Bordeaux (Veja a lista aqui!)
Quando digo que pontuação faz decolar ou afundar um vinho não estou brincando não, veja as interessantes avaliações de Robert Parker para Bordeaux.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
STEENBERG SHIRAZ 2008 - AFRICA DO SUL
Na degustação oferecida pela importadora WINEBRANDS, na semana passada em São Paulo, no Hotel Mercure Norte, achei excelente e digna de nota, sobretudo pela relação qualidade / preço, a seleção de vinhos da África do Sul, região de CONSTANTIA
A STEENBERG WINEYARDS produz excelentes vinhos, que não são baratos, todos acima de R$ 100,00, mas que apresentam uma qualidade muito superior a sua faixa de preço.
Um tinto do qual gostei muito foi, sem dúvida o STEENBERG SHIRAZ 2008, de cor rubi fechado escuro e com reflexos granada; sempre nos dizem que o Shiraz tem aroma de especiarias, mas poucas vezes as especiarias são tão nítidas e fáceis de serem reconhecidas uma por uma, aparecem claramente canela, cravo, pimenta preta e verde e depois cereja para terminar, numa intensidade crescente evidenciada pelo estagio de 12 meses em barricas americanas e francesas.
A barrica nesse caso apenas completa e integra a personalidade do próprio vinho, em momento algum se sobrepõe ao conjunto bem harmônico, excelente.
Na boca uma boa acidez e um final longo e interessante, um excelente vinho pelo preço.
A STEENBERG WINEYARDS produz excelentes vinhos, que não são baratos, todos acima de R$ 100,00, mas que apresentam uma qualidade muito superior a sua faixa de preço.
Um tinto do qual gostei muito foi, sem dúvida o STEENBERG SHIRAZ 2008, de cor rubi fechado escuro e com reflexos granada; sempre nos dizem que o Shiraz tem aroma de especiarias, mas poucas vezes as especiarias são tão nítidas e fáceis de serem reconhecidas uma por uma, aparecem claramente canela, cravo, pimenta preta e verde e depois cereja para terminar, numa intensidade crescente evidenciada pelo estagio de 12 meses em barricas americanas e francesas.
A barrica nesse caso apenas completa e integra a personalidade do próprio vinho, em momento algum se sobrepõe ao conjunto bem harmônico, excelente.
Na boca uma boa acidez e um final longo e interessante, um excelente vinho pelo preço.
STEENBERG SAUVIGNON BLANC 2009 - AFRICA DO SUL
Em evento paralelo a EXPOVINIS 2011 participei em São Paulo de uma degustação organizada pela importadora WINEBRANDS, um dos vinhos que provei e que gostei muito foi um Sauvignon Blanc da região de CONSTANTIA, safra 2009, do produtor STEENBERG WINEYARDS.
A cor dele é típica do varietal, amarelo bem claro, o nariz é surpreendente, nítido, com aspargo marcante e notas herbáceas típicas que, me perdõem, vulgarmente são denominadas de xixi de gato, por lembrarem vagamente a urina desse felino; o que mais surpreende é a intensidade e a força do conjunto olfativo do vinho.
Na boca acontece a maior surpresa, após um aroma desse tipo, é licito esperar um vinho de acidez, por assim dizer, de cortar a língua, gastronômico, pedindo um ceviche no mínimo para acompanhar mas...surpresa....nosso Sauvignon Blanc desse macio, mostrando acidez bem balanceada, sem excessos, refrescante, ideal para acompanhar entradas e marisco em geral.
Quem orientou a degustação foi o gerente da importadora, Fernando, excelente anfitrião que nos serviu de guia nesse passeio pelo mundo de seus ótimos vinhos.
A cor dele é típica do varietal, amarelo bem claro, o nariz é surpreendente, nítido, com aspargo marcante e notas herbáceas típicas que, me perdõem, vulgarmente são denominadas de xixi de gato, por lembrarem vagamente a urina desse felino; o que mais surpreende é a intensidade e a força do conjunto olfativo do vinho.
Na boca acontece a maior surpresa, após um aroma desse tipo, é licito esperar um vinho de acidez, por assim dizer, de cortar a língua, gastronômico, pedindo um ceviche no mínimo para acompanhar mas...surpresa....nosso Sauvignon Blanc desse macio, mostrando acidez bem balanceada, sem excessos, refrescante, ideal para acompanhar entradas e marisco em geral.
Quem orientou a degustação foi o gerente da importadora, Fernando, excelente anfitrião que nos serviu de guia nesse passeio pelo mundo de seus ótimos vinhos.
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