No programa de hoje a entrada libanesa de pasta de berinjela, acompanha Arte Brut da Casa Valduga, assista no link.
Aprenda com o Chef - Série Silvana Romcy 01 - YouTube:
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quinta-feira, 5 de abril de 2012
IMPRESSÕES DE DEGUSTAÇÃO: TABALI PINOT NOIR
TABALI RESERVA PINOT NOIR 2009 D.O. LIMARI 13,5%
PRODUTOR: VIÑA TABALI; IMPORTADOR: GRAND CRU
O Vale do Limari fica no Norte do Chile, em região muito próxima do deserto de Atacama, dai a grande amplitude térmica que favorece o cultivo da difícil Pinot Noir.
Cor tinto rubi pouco intenso com reflexos granados, típico, límpido sem defeitos.
Nariz de media intensidade, rosa vermelha, toques de framboesa e outras frutas vermelhas, leve couro, boa persistência aromática, percebe-se um pouco o álcool.
Na boca justamente acido, macio, enxuto, remete aos aromas percebidos no nariz, boa persistência, um vinho bem feito e de boa tipicidade varietal.
IMPRESSÕES DE DEGUSTAÇÃO: CHENIN BLANC DE STELLENBOSCH
REMHOOGTE CHENIN BLANC 2011 14%
SIMONSBERG - STELLENBOSCH
PRODUTOR: ROLLAND COLLECTION; IMPORTADOR: GRAND CRU
Na Africa do Sul a qualidade do vinho tem crescido exponencialmente depois do fim do apartheid, os brancos de Chenin Blanc, são historicamente os mais populares, esse exemplar, da região de Stellenbosch produzido com a consultoria de Michel Rolland, é uma opção de excelente custo - beneficio.
Cor amarelo palha reflexos esverdeados, denota juventude, límpido sem defeito.
Aroma intenso de frutas e flores amarelas, melão, leve cítrico, toques herbáceos e leve mineral, completam o quadro aromático do vinho.
Na boca ataque suave, de bom corpo, acidez relativamente baixa, cheio, aveludado, um pouco quente, porém nao desequilibrado, confirma presença leve de mineral, aroma de boca persistente que confirma as impressões do nariz.
IMPRESSÕES DE DEGUSTAÇÃO: GRILLO FEUDO MACCARI
GRILLO FEUDO MACCARI SICÍLIA I.G.T. 2009 12,5%
PRODUTOR: FEUDO MACCARI; IMPORTADOR: GRAND CRU
Podemos afirmar que a Itália é o pais que possui a maior variedade de uvas autóctone do mundo, estima-se que, no período pré - filoxera, a quantidade de varietais diferentes fosse três vezes maior que o numero atual. Na Sicília temos a Grillo, uma variedade branca aqui vinificada em pureza, com um belo acento mineral.
Cor amarelo palha claro com reflexos dourados, límpido, sem defeito.
Aroma de intensidade boa, tipicamente mineral, de pedras, toques de hidrocarbureto, veia vegetal interessante, de folhas e ervas; completam o quadro envolventes toques florais, persistência que denota personalidade.
Na boca ataque pleno, de corpo, boa mineralidade que se expressa através de uma veia sapida gastronômica e persistente, acidez nao muito acentuada, boa persistência e final agradável a lembrar frutas secas como as amêndoas sicilianas.
IMPRRESSÕES DE DEGUSTAÇÃO: ARINTO DE BUCELAS
MORGADO DE SANTA CATHERINA RESERVA 2008 13,5%
ARINTO DE BUCELAS LISBOA D.O.C.
PRODUTOR: QUINTA DA ROMEIRA; IMPORTADOR: INTERFOOD
Belo exemplar de um vinho mítico, o Arinto de Bucelas, que no passado já contou com admiradores ilustres, como o Duque de Wellington que tanto gostava deste vinho que costumava presentear com algumas caixas os amigos mais chegados; hoje o arinto de Bucelas não é tão celebrado como seus conterrâneos do Douro ou do Alentejo, mas alguns exemplares, como este Morgado de santa Catherina, que estagia 9 meses em barrica, precisam ser conhecidos.
Cor amarelo palha, reflexos dourados, límpido sem defeito.
Aroma intenso, mistura toques herbáceos, frutas e flores com as nuances desenvolvidas ao longo dos 9 meses de fermentação e afinamento em Carvalho francês, em seguida aparece a mineralidade como expressão do solo de Bucelas, boa intensidade, os toques tostados e especiados doam complexidade ao conjunto e nos remetem a um vinho rico e opulento.
Na boca o ataque e' suave, o estagio em Carvalho doa maciez ao vinho, mesmo assim a veia acida do Arinto de Bucelas aparece pujante e refrescante, a completar um conjunto harmônico e bastante peculiar, o aroma de boca confirma as impressões do exame olfativo, o Morgado de Santa Catherina e' vinho de boa persistência e personalidade marcante.
IMPRESSÕES DE DEGUSTAÇÃO DOLCETTO D'ALBA
DOLCETTO D'ALBA DOC 2009 13%
PRODUTOR: BERA; IMPORTADOR: VINCI
Vinho tipico do Piemonte, onde é considerado o vinho para acompanhar as refeições do dia a dia, juntamente com a Barbera, antigamente era um pouco subestimado, porem nos últimos dez anos o capricho dos produtores piemonteses trouxe ao mercado Dolcetto de qualidade excelente.
Cor tinto rubi com reflexos violáceos, típicos do varietal, intenso, limpo sem defeitos.
Aroma intenso de frutas maduras, vermelhas e negras e de flores como a rosa vermelha, vinoso, de boa persistência.
Na boca macio, frutado, uma ponta de acidez refrescante pede uma comida simples e caseira, frios, massas e queijos Sao os grandes companheiros desse vinho, grande em sua simplicidade, a suavidade do ataque e' magistralmente balanceada pela acidez, um vinho com um conjunto cativante e muito bem feito, dentro de sua proposta descomplicada e versátil.
IMPRESSÕES DE DEGUSTAÇÃO: MUSCADET DE SEVRE ET MAINE
MUSCADET DE SEVRE ET MAINE "LA GRANDE RESERVE DU MOULIN" 2009 12%
PRODUTOR HENRI BOURGEOIS - IMPORTADORA GRAND CRU
Tipico vinho do vale de Loire, sua área de produção é próxima à costa atlântica.
Cor amarelo claro, límpido sem defeito.
Aroma mediamente intenso, flores brancas e amarelas, frutas a polpa amarela como melão e pêssego, toques herbáceos perceptíveis.
Na boca acidez refrescante, aparece após um ataque levemente suave, com discreta veia sapida, o aroma de boca confirma as impressões do nariz, vinho de boa persistência, típico, bem feito.
IMPRESSÕES DE DEGUSTAÇÃO: CHIANTI DOCG PICCINI
CHIANTI DOCG PICCINI 2009 12,5%
PRODUTOR: TENUTE PICCINI; IMPORTADOR: VINCI
Cor vermelho rubi de media intensidade, reflexos levemente granada, limpo, sem defeito.
Aroma de frutas vermelhas, flores e toques fortes de terra molhada, champignon, o que na Itália se chama de "sottobosco", leve presença vegetal, um típico Sangiovese.
Na boca os TANINOS são macios e leves, em seguida aparece aquela acidez típica dos italianos que enxuga a boca e limpa toda gordurosidade convidando para mais uma garfada, um vinho gastronômico, para carnes e assados, belo exemplar da Sangiovese na Toscana.
GRECO DI TUFO DOCG 2010 - Azienda Agricola Marzo
GRECO DI TUFO DOCG 2010 12% Az. Agricola Marzo -Tufo - Avellino
Visual - Cor amarelo dourado de media intensidade, limpo sem defeito.
Olfato- Aromas de flores amarelas frescas mas sobretudo secas, alguma fruta a polpa amarela, bastante intenso, temos notas minerais, mas nao as de pedra de isqueiro e combustão, evidenciamos algo que lembra pedras, giz.
Gustativo - O ataque e' de vinho de grande personalidade, encorpado (por um branco), a principal característica e' uma elevada mineralidade, a sapidez e' marcante, depois aparece a acidez refrescante, porém nao e' sua característica principal, vinho importante, cresce com a comida apropriada, peixes ao molho, queijos brancos e amarelos, um vinho branco que exibe uma personalidade de destaque e que se coloca justamente entre os melhores brancos autóctones do Sul da Italia.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
LA POSTA BONARDA 2008
O projeto La Posta é coordenado por Laura Catena, filha do mítico Nicolas Catena, e reúne uvas produzidas em vinhedos antigos e selecionados da região de Mendoza, alguns plantados em pé franco, como é o caso deste exemplar, feito a partir da casta Bonarda, procedente de um vinhedo de Guaymallén, de propriedade da família de Armando Estela.
Trata-se de um vinho que passa por uma maturação em barricas de carvalho 70% francês e 30% americano.
O vinho é talvez uma das melhores expressões desta casta do mundo, a Bonarda é um varietal originário do Norte da Itália, mas que por lá é utilizado apenas em corte para amansar a mais rebelde Barbera, sobretudo na região do Piemonte, no Oltrepó Pavese e na região de Piacenza onde produz um vinho, o Gutturnio, que é um interessante companheiro para os embutidos e as massas tipicas da região.
Na Itália dificilmente a Bonarda ganha destaque ao ponto de ser vinificada como varietal e, quando isso acontece, nunca estaremos diante de um vinho cuja qualidade irá alem de uma boa companhia para gastronomia tipica regional (ha quem defenda que essa é a função principal do vinho e minha visão não está muito longe disso).
Mas na Argentina, não sabemos se por interesses comerciais ou movidos por paixão súbita por esse varietal vigoroso, produtivo e muito resistente, a Bonarda ganha destaque de protagonista, o vinho a que se refere este post, por exemplo, arrematou 89 pontos da Wine Spectator e de Robert Parker! Sem duvida um feito e tanto.
Vamos a prova:
EXAME VISUAL: A cor é profunda, rubi intenso com matizes violáceas, não muito límpido, devido a intensidade da cor, mas sem apresentar defeitos nem impurezas, viscosidade média.
EXAME OLFATIVO: O ataque é intenso, de frutas maduras, lembrando as cerejas pretas e flores como a violeta, a medida que o vinho "abre" aparecem notas mais evoluídas (é um 2008 afinal) algo animal, couro muito ténue e, aos poucos, um toque tostado não excessivamente agradável, que nos remete a um vinho cuja vocação não é a de ser vinho de guarda. Em resumo, persistente, bastante nítido e de boa qualidade.
EXAME GUSTATIVO: A primeira sensação é de alguma doçura, em seguida aparece uma leve acidez, o vinho é muito macio, de corpo médio, agradável e de beva fácil, o teor alcoólico não aparece; surge, ao contrario, um certo levíssimo amargor, que é contrabalanceado perfeitamente pela sensação de doçura inicial, mas que reforça a ideia que Bonarda não dá para vinho de guarda. Em resumo um belo vinho, agradável, enche a boca, não exatamente um vinho gastronômico que, justamente por isso, vai agradar muitos paladares.
Trata-se de um vinho que passa por uma maturação em barricas de carvalho 70% francês e 30% americano.
O vinho é talvez uma das melhores expressões desta casta do mundo, a Bonarda é um varietal originário do Norte da Itália, mas que por lá é utilizado apenas em corte para amansar a mais rebelde Barbera, sobretudo na região do Piemonte, no Oltrepó Pavese e na região de Piacenza onde produz um vinho, o Gutturnio, que é um interessante companheiro para os embutidos e as massas tipicas da região.
Na Itália dificilmente a Bonarda ganha destaque ao ponto de ser vinificada como varietal e, quando isso acontece, nunca estaremos diante de um vinho cuja qualidade irá alem de uma boa companhia para gastronomia tipica regional (ha quem defenda que essa é a função principal do vinho e minha visão não está muito longe disso).
Mas na Argentina, não sabemos se por interesses comerciais ou movidos por paixão súbita por esse varietal vigoroso, produtivo e muito resistente, a Bonarda ganha destaque de protagonista, o vinho a que se refere este post, por exemplo, arrematou 89 pontos da Wine Spectator e de Robert Parker! Sem duvida um feito e tanto.
Vamos a prova:
EXAME VISUAL: A cor é profunda, rubi intenso com matizes violáceas, não muito límpido, devido a intensidade da cor, mas sem apresentar defeitos nem impurezas, viscosidade média.
EXAME OLFATIVO: O ataque é intenso, de frutas maduras, lembrando as cerejas pretas e flores como a violeta, a medida que o vinho "abre" aparecem notas mais evoluídas (é um 2008 afinal) algo animal, couro muito ténue e, aos poucos, um toque tostado não excessivamente agradável, que nos remete a um vinho cuja vocação não é a de ser vinho de guarda. Em resumo, persistente, bastante nítido e de boa qualidade.
EXAME GUSTATIVO: A primeira sensação é de alguma doçura, em seguida aparece uma leve acidez, o vinho é muito macio, de corpo médio, agradável e de beva fácil, o teor alcoólico não aparece; surge, ao contrario, um certo levíssimo amargor, que é contrabalanceado perfeitamente pela sensação de doçura inicial, mas que reforça a ideia que Bonarda não dá para vinho de guarda. Em resumo um belo vinho, agradável, enche a boca, não exatamente um vinho gastronômico que, justamente por isso, vai agradar muitos paladares.
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