quinta-feira, 3 de novembro de 2011

DEGUSTAÇÃO DE VINHO VERDE EM FORTALEZA

Segunda Feira, 24 de Outubro foi convidado a participar de uma degustação de vinhos verdes, no Hotel Gran Marquise, provamos vários vinhos interessantes e na oportunidade aprendi que o vinho verde está aumentando muito sua presença no Brasil.
Para os portugueses a região Nordeste, por óbvios motivos climáticos, representa uma franca oportunidade de crescimento, quando se pensa ao frescor e a refrescância tipicas dos vinhos do Minho; ficam alias de parabéns todas as organizações promotoras de ventos de vinho português, pois estiveram ao longo do ano muito presentes na cidade de Fortaleza, promovendo eventos, degustações e concursos, sempre muito bem organizados, com vinhos de excelente nível; um esforço que espero sirva de inspiração para outras entidades do ramo que, até o momento, não apareceram com frequência por essas latitudes.
Vamos aos vinhos degustados, na ordem de serviço:

1. AVELEDA 2009
Produtor: Quinta da Aveleda,
Castas: Alvarinho, Loureiro e Trajadura
Teor Alcoólico: 11,5%
Vinho amarelo esverdeado, apresenta notas cítricas, com algumas notas de frutas secas, já evoluído, na boca boa acidez, mineralidade presente que destaca o caráter gastronômico do vinho, sápido e bem seco.
Em minha avaliação ficou com 85 pontos.

2. QUINTA DE NEIDE 2010
Produtor: Quinta de Neide
Castas: Arinto, Loureiro e Trajadura
Teor Alcoólico: 10,5%
Vinho amarelo muito claro, com visível presença de gás carbônico, comum em muitos vinhos verdes, no nariz aromas leves de frutas a polpa branca, levemente cítrico, intensidade não muito elevada.
Na boca percebe-se as agulhas tipicas do vinho verde, certa suavidade e acidez refrescante.
Classifiquei com 82 pontos.

3. AIR 2010
Produtor: Casa de Mouraz
Castas: Loureiro e Azal,
Teor Alcoólico: 10,5%
Interessante vinho produzido a partir do conceito Biodinâmico, pelo enólogo Antonio Ribeiro, apresenta uma cor amarelo claro, com toques esverdeados, com a consueta presença de gás carbônico. No nariz de media intensidade, aparecem distintas notas florais, típicas da casta Loureiro, com toques citrinos. Na boca começa suave, em seguida aparece uma boa mineralidade, apresenta um bom volume de boca, intenso, gastronômico e de boa persistência.
Por mim levou 84 pontos.

4. PONTE DE LIMA 2010
Produtor: Adega Cooperativa Ponte de Lima
Castas: Loureiro
Teor Alcoólico: 11,5%
A cor desse vinho já não apresenta nenhuma novidade, o mesmo amarelo claro esverdeado, no nariz o aroma não é muito intenso, bastante floral, simples. Melhor na boca, de boa acidez com bom volume e persistência média.
83 pontos.

5. QUINTA DA LIXA 2010
Produtor: Quinta da Lixa
Castas: Loureiro, Trajadura e Alvarinho
Teor Alcoólico: 10,5%
Como todos os demais, amarelo esverdeado com presença de gás carbônico, o aroma muito intenso, interessante de toranja e leve maracujá, bastante amplo, o melhor dos que provamos. Na boca a agulha tipica dos vinhos verdes, acidez refrescante, excelente tipicidade, o alvarinho acrescenta complexidade e um toque mineral que agregam corpo e persistência ao vinho.
Em minha avaliação pontuei com 88 pontos.

6. QG QUINTA DO GOMARIZ 2010
Produtor: Quinta do Gomariz
Castas: Loureiro
Teor Alcoólico: 11,5%
Cor tipica dos verdes, com gás presente, apresenta um aroma de frutas cítricas, toranja e maracujá, na boca boa intensidade, acidez refrescante e toques minerais, persistência longa, um vinho de conjunto bem interessante.
86 pontos.

Após a degustação, na sala ao lado, estavam as mesas dos expositores, onde tive a oportunidade de provar o vinho Verde tinto, um vinho bastante característico que, por um momento, me fez lembrar os vinhos de alguns anos (décadas) atrás, lá no Norte do Piemonte, quando o vinho mais consumido era aquele que as pessoas compravam diretamente do pequeno produtor, amigo ou conhecido da família, comercializado a granel em grandes garrafões (DAMIGIANA) de 54 litros para engarrafar em casa, a medida que era consumido.
O vinho verde tinto é muito típico, rustico, de cor violácea muito intensa, aroma vinoso de frutas e flores, na boca impressiona pela alta acidez, quase adstringente.
É um vinho um pouco difícil de ser compreendido, na presença de comida transforma-se porem em incomparável escudeiro, seja de uma feijoada, ou de umas costelas suínas, sua acidez e sua aptidão gastronômica são simplesmente espetaculares, um vinho simples, mas que precisa ser interpretado.

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